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Plano da prefeitura de SP para construir garagens vai na contramão do bom senso

De nada adianta propormos soluções para as cidades, de um lado, se de outro estamos estrapolando limítes do bom senso!
Os Edifícios Garagem são necessários, mas somente quando estão situados de maneira estratégica, eficiente e flexível com o funcionamento da cidade como um todo!

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Acaba de ser aprovado um projeto de lei na Câmara Municipal de São Paulo que concede, por até 30 anos prorrogáveis, terrenos públicos  da cidade para a criação de edifícios-garagem por empresas privadas. As áreas devem ser licitadas e as empresas que ganharem poderão construir e explorar comercialmente as garagens, além de usar as áreas para outras finalidades comerciais. O projeto está nas mãos do prefeito Haddad para sanção ou veto.

A argumentação que justifica o projeto fala do Plano Diretor da cidade, que indica a prioridade para o transporte coletivo e, portanto, a existência dos estacionamentos juntos a grandes terminais ferroviários, de metrô ou ônibus representariam um “represamento” dos carros nos terminais. O raciocínio é que, seus usuários deixariam seus carros estacionados ali e seguiriam viagem de transporte coletivo. Certo?

Não! Do jeito que foi aprovado o projeto de lei mais estimula do que restringe o uso do automóvel na cidade. Em primeiro lugar, não há no projeto qualquer menção aos locais aonde estes estacionamentos podem ou devem ser implantados. Resultado: eles poderão acontecer em qualquer lugar, sem ligação direta com um projeto mais articulado de circulação e transporte….

Além disto, vamos lembrar que, depois de muitas discussões, o Plano Diretor aprovou que nos chamados “Eixos de Transformação”, ao longo dos principais corredores de ônibus e em volta das estações de trem e metrô, os edifícios residenciais e mistos que forem construídos só poderão ter uma vaga de garagem por apartamento. Esta medida,  entre outras, teve como objetivo associar  a verticalização das áreas próximas aos eixos de transporte coletivo a presença de usuários destes mesmos meios, desestimulando, pelo menos ali,  a presença de automóveis. Ora, este projeto de lei “compensa” esta restrição, ao permitir que ao longo destes mesmos eixos sejam construídos edifícios-garagem, subvertendo a ideia de restrição da presença e uso do automóvel por moradores – e frequentadores – destes locais.

Podemos questionar ainda um dos elementos centrais da lei aprovada na Câmara : o uso de terrenos públicos para esta finalidade. Ora, frequentemente ouvimos as queixas da prefeitura quanto a inexistência de terrenos públicos para a construção de creches ou moradias, além de outras demandas dos cidadãos como parques, praças e outros equipamentos. Então, não temos áreas de propriedade da prefeitura para implementar projetos – para os quais inclusive existem os recursos e  obtenção de terrenos é o que tem emperrado sua realização – e vamos usar os terrenos que temos para fazer edifícios-garagem? Isto tem algum sentido?

Edifícios-garagem podem ser feitos na cidade, de acordo com a legislação. A proposta de  zoneamento que está tramitando na Câmara Municipal inclusive incentiva sua construção – por privados em terrenos de sua propriedade – em determinados perímetros específicos da cidade. Portanto a iniciativa privada pode construir, e, de acordo com a proposta de  zoneamento, se for aprovada,  ser estimulada a fazê-lo em locais estratégicos, previamente definidos no planejamento da cidade. Qual é a necessidade, portanto de usar terrenos públicos para esta finalidade?

O projeto de lei aprovado ainda tem alguns pontos bem obscuros – do tipo um parágrafo que diz que os terrenos “podem estar no máximo reunidos nos perímetros dos lotes da concessão do Sistema Estrutural de Transporte de Passageiros”. Ora, isto quer dizer que , agora que a prefeitura fará uma nova licitação do sistema de ônibus – inclusive dos terrenos públicos que hoje estão sendo utilizados como garagens pelas empresas que prestam o serviço – poderá incluir no pacote da concessionária a construção de, por exemplo, shopping centers a serem explorados por esta ou suas contratadas nestes terrenos? É isto que podemos interpretar, já que o PL permite que os edifícios garagem possam também ser explorados comercialmente com outras finalidades….

Enfim, por todas estas razões, me parece que o melhor que o prefeito tem a fazer neste momento é vetar este projeto!

Imagem: Flickr/Marcelo Braga

 

https://br.noticias.yahoo.com/blogs/habitat/plano-da-prefeitura-de-sp-para-construir-garagens-110957937.html

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Nova lei aprovada em São Paulo surge para melhorar a mobilidade urbana

A cessão de áreas públicas para garagens e a ligação dos estacionamentos com o transporte coletivo era uma bandeira defendida pelo Sindepark
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou no último dia 2 de junho o projeto de lei 312/2013, que autoriza a destinação de áreas públicas para a construção de estacionamentos e edifícios garagem. O projeto, que vem atender uma importante demanda da população paulistana, segue agora para a sanção do prefeito Fernando Haddad e busca a integração do transporte particular com o público, uma bandeira há muito tempo defendida pelo Sindicato das Empresas de Estacionamentos e Garagens do Estado de São Paulo (Sindepark – SP).
Entre as emendas recebidas pelo projeto pouco antes da aprovação, estão a que determinam que os edifícios-garagem devem estar conectados ao sistema de circulação pública coletiva, como os terminais de ônibus, trens e metrô. Essa medida visa o estímulo ao uso dos modais por parte da população. Outra emenda diz que as empresas concessionárias devem fazer melhorias na região onde vão construir e administrar os estacionamentos.
Segundo o presidente do Sindepark, Marcelo Gait, a integração dos transportes é de grande importância para a saúde da mobilidade urbana em São Paulo. “Para reduzir efetivamente os congestionamentos, a oferta de estacionamentos precisa ser planejada de maneira inteligente, com garagens construídas próximas a estações de trens, metrôs e terminais de ônibus com integração tarifária com o transporte público. Isso só ocorre por meio de parcerias público-privadas e muito estudo.”
No entanto, de acordo com o Gait, ainda são necessárias muitas mudanças por parte do poder público para que o transporte urbano seja satisfatório. O Sindepark defende que a nova lei de zoneamento da cidade permita a existência de estacionamentos nas ruas mais movimentadas de cada bairro, as chamas zonas corredor (ZCor). “De acordo com o projeto encaminhado à Câmara Municipal nas últimas semanas, essas regiões podem receber atividades comerciais. Por isso, é indispensável que também haja a previsão para estacionamentos nesta nova legislação”, diz Gait.
http://www.segs.com.br/veiculos/44819-nova-lei-aprovada-em-sao-paulo-surge-para-melhorar-a-mobilidade-urbana.html

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Estacionamentos; um mau necessário ou uma solução contestada!?!?!?

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Segundo números fornecidos pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o Brasil hoje possui um automóvel para cada quatro habitantes. Como consequência, cresce a nessecidade de que sejam criadas novas e diferentes intervenções para diminuir o impacto do trânsito nos grandes centros urbanos.

De um lado, existe a urgência da necessidade na melhoria da qualidade do transporte público, bem como o aumento das frotas de ônibus e de outros meios de transportes, para assim fazer com que a população prefira deixar de utilizar os automóveis.

De outro lado, existem variadas possibilidades para a criação de pequenas intervenções viárias, urbanísticas e até imobiliárias que seguramente trariam resultados positivos para as cidades.

Um dado importante e bastante desconhecido é que 30% do trânsito gerado nas grandes cidades é gerado por veículos que estão procurando vagas e/ou estacionando em vias públicas; estes espaços, por sua vez, poderiam estar auxiliando no escoamento das vias ou sendo disponibilizados para locais destinados a passeios, praças e calçadas para a circulação de pedestres.

Um exemplo do mau uso dos estacionamento em via pública foi comentado em uma reportagem do Jornal do Comércio de Recife, confira no link abaixo!!!

http://jconlineblogs.ne10.uol.com.br/deolhonotransito/2012/09/29/rua-nao-e-estacionamento-publico-ponto-final/

Está em contínua discussão, dentro de diversos grupos especializados no tema, a questão de se a criação de novos estacionamentos nos grandes centros realmente seria benéfica para nossas cidades. O fato é que a dura realidade do nosso país, na grande maioria das vezes não nos proporciona outras alternativas, senão o intenso uso do automóvel. Obviamente, em nenhum momento deve-se deixar de lado o incentivo à
melhoria do transporte público, mas nesta situação em que nos encontramos, faz-se necessário assumirmos alternativas para minimizar o impacto desse grande número de veículos nas ruas das cidades.

Ai entram as intervenções regulamentadoras no que diz respeito à restrições de circulação, intervenções urbanísticas e também arquitetônicas.

Se inserirmos um “negócio” estacionamento para 50 ou para 500 vagas no centro da cidade, teremos um mesmo impacto negativo para o trânsito, se antes não houver um estudo aprofundado de inumeros detalhes do entorno.

Um correto estudo de engenharia de tráfego aliado à acessos confortáveis para os empreendimentos e principalmente que estes sejam eficientes; uma distribuição de vagas bem organizada, fluxos compatibilizados e uma correta sinalização são apenas alguns pontos que devem ser levados em conta para que os estacionamentos, garagens e pátios de manobras sejam realmente funcionais.

A GaragePlan é especializada no que se refere a soluções de projetos e tecnologias inovadoras para locais destinados ao armazenamento e circulação de veículos dos mais variados portes.

GARAGEPLAN, TRANSFORMANDO SEU NEGÓCIO APÓS ACOMODAR SEU VEÍCULO!!!

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No Parking, No Business

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Texto

por Yumi Yamawaki

 

O título desse artigo resume a atenção que os empresários precisam dar ao assunto: sem estacionamento não há negócio.

Com a quantidade de veículos circulando nas áreas urbanas, cada vez mais se torna necessário eliminar faixas de estacionamento para liberar espaços para o fluxo. Por outro lado, estacionamentos privados muitas vezes não oferecem a comodidade, o conforto e a segurança que o proprietário do veículo espera.

Nesse sentido, o que antes era considerado como secundário em um projeto de arquitetura, atualmente pode impactar significativamente no êxito do empreendimento: o local para estacionar. Carros maiores e mais confortáveis e facilidades para manobrar, somados a introdução de novas tecnologias exigem estudos contínuos de formas de otimizar e dinamizar os estacionamentos. Portanto, o projeto de garagens precisa ser compreendido como uma especialidade que precisa estar integrada ao projeto desde a concepção do estudo preliminar de arquitetura, atuando diretamente no processo de compatibilização das disciplinas envolvidas, bem como a determinação dos eixos estruturais e contemplando o estudo de tráfego no entorno do empreendimento, a escolha dos acessos e reserva de áreas de acumulação, as entradas de carga e descarga e a circulação de pedestres. Internamente, é necessário prever simulações de manobras, iluminação e sinalização adequada, rampas e circulações otimizadas e uso de sistemas de monitoramento, operação e multiplicação das vagas.

O que se tem constatado é que os projetos de arquitetura têm se preocupado apenas com o atendimento à legislação municipal e às dimensões mínimas exigidas por esta, e que, por sua vez, não atendem ao bom funcionamento das garagens, podendo acarretar em prejuízos com a perda de vagas inviáveis ou desconfortáveis ao estacionar, assim como raios de curvatura e inclinações de rampas difíceis de percorrer. Preocupações estas, essenciais para evitar incômodos como à procura de locais para estacionar, danos e sinistros.

Portanto, tornar positiva a experiência do consumidor num empreendimento implica no cuidado com a primeira impressão que terá do local.

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YUMI YAMAWAKI é Doutora e Mestre em Gestão Urbana (PUC-PR) com especialização em Gestão Técnica do Meio Urbano Université de Technologie de Compiègne e Professora da UTFPR.

 

 

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LANÇAMENTO REVISTA PORTAL PARKING

a última semana ocorreu em São Paulo a ExpoShopping realizada pela ABRASCE (Associação Brasileira de Shopping Centers), a maior feira do setor de shoppings da América Latina.

A GaragePlan, em parceria com o novo site para profissionais do ramo de estacionamentos “Portal Parking” (www.portalparking.com.br) oferece as melhores soluções para os locais destinados à veículos com uso de inteligência e tecnología.

Leia a 1ª edição da Revista Portal Parking!

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CARROS MENORES PARA AJUDAR A DESAFOGAR O TRÂNSITO

O trânsito nos grandes centros urbanos tem piorado consideravelmente, com engarrafamentos cada vez maiores, resultando no aumento dos tempos de deslocamentos. Nos últimos 10 anos, a frota veicular brasileira dobrou, de acordo com dados do Denatran, enquanto a população cresceu 12,3% no mesmo período, conforme pesquisas do IBGE, de 2010.

Segundo Scaringella (2001), em São Paulo, 25% da frota circulando já paralisaria a cidade. Em Curitiba, somos 1.172.939 (2012) votantes, com 1.350.462 (2014) veículos nas ruas. Praticamente há um carro para cada indivíduo maior de 18 anos. Se alinhássemos as principais vias de circulação de Curitiba (coletoras, setoriais e prioritárias) e enfileirássemos simultaneamente todos os carros em circulação, utilizando todas as faixas destas vias, faltaria espaço para aproximadamente 350 mil veículos.

Os urbanistas sabem que as intervenções na cidade que envolvem desapropriações de áreas privadas são onerosas e de difícil negociação. Prova disso é o nosso sistema trinário (estrutural + via bairro/centro + via centro/bairro) que, pelo plano original, de 1965, deveria ocorrer em via única de dez pistas, mas que precisou ser fragmentada com quarteirões, em função do custo das desapropriações. É necessário pensar em alternativas que possibilitem a utilização das vias como elas são.

Um fator a ser considerado são as atuais dimensões dos veículos, com condutor e passageiro lado a lado. O modelo é herança do período das bigas romanas, que influenciou as carroças de tração animal. Esse tamanho moldou nossos atuais espaços, com grandes áreas para fluxos veiculares e menores trechos para pedestres.

A partir disso, propomos um exercício. O mercado tem automóveis cuja largura coincide com o espaço do condutor (0,85X2,50m), quase a metade da medida média dos modelos populares. Com eles, passaríamos a ter carros menores, com capacidade para 1 ou 2 passageiros, que permitiriam deslocamentos individuais e desafogariam as vias urbanas. Essa nova configuração ocupa menos da metade das principais vias de circulação da cidade. Entre os benefícios, teríamos a possibilidade de redistribuição dos espaços públicos com calçadas mais generosas e dotadas de mobiliário urbano; implantação de ciclovias e faixas preferenciais de transporte público, sendo que a adaptação do modelo tradicional para o novo se daria com a reserva de uma pista lenta. Esse é um convite à iniciativa privada a contribuir com a melhoria da qualidade de vida nas nossas cidades.

Autora: Yumi Yamawaki, professora e doutora em Arquitetura, sócia-diretora da Proa e da GaragePlan, em parceria com Juliana Tomaz.

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INTERCÂMBIO INTELIGENTE

As empresas GaragePlan e Intellipark acabam de firmar uma parceria que vai trazer benefícios para usuários e proprietários de garagens, unindo tecnologia e conhecimento técnico. A primeira entra com o know-how de desenhos de garagens enquanto a Intellipark traz os sistemas inteligentes de contagem de vagas. Entre os clientes estão a concessionária Fórmula Renault, as redes Estapar e  Autopark  e os shoppings Pátio Batel e Park Shopping Barigui.

 

Coluna Reinaldo Bessa

 

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COMO ESVAZIAR AS RUAS DA CIDADE

O excesso de veículos nas ruas é um problema que vem afetando todo tipo de centro urbano, com mais ou menos intensidade. Segundo dados do Detran/PR, em 10 anos o Paraná teve sua frota duplicada, chegando hoje a mais de 6 milhões de unidades. É a terceira posição no ranking nacional, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.

Além disso, o Paraná detém 40% do total da frota da região Sul do Brasil, numa proporção de 0,57 veículo por habitante. O resultado é nítido: grandes congestionamentos.

Diante destes fatos, chega-se à conclusão de que o investimento em educação, fiscalização, engenharia e tecnologia é indispensável, com ênfase à palavra “eficiência”, que acaba resumindo todas as possíveis soluções e respostas para a questão.

É consenso, entre os urbanistas, de que a melhoria do uso do transporte intermodal (BRT, metrô, táxis, ciclovias etc.) não traz bons resultados se não estiver aliada a outros fatores determinantes ligados ao planejamento – aspectos como controle de tráfego em grandes áreas de comércio, serviços e lazer, cobrança de pedágios ou até mesmo restrição de circulação de veículos em algumas vias. Um exemplo é o que ocorreu na Rua XV de Novembro, em 1972. Na época, a intervenção na capital paranaense foi bastante contestada por comerciantes e moradores, mas hoje é motivo de orgulho para a cidade.

Ainda assim, não se deve esquecer que os automóveis são indispensáveis para a vida da cidade. De uma maneira incansável e interminável, todos devemos pensar em uma cidade mais amiga, humanizada e principalmente eficiente, e pensar em soluções que minimizem o impacto da presença dos meios de transporte não coletivos, que cresce a cada dia.

Inseridas neste contexto, estão algumas soluções como a racionalização das vias e raios de giro de esquinas, faixas de desaceleração e acumulação para acessos de veículos, eliminação de parte das vagas em vias públicas, liberando espaços de lazer e convívio para o pedestre; construção de garagens verticalizadas (edifícios-garagem) ou mesmo sob praças e parques, e definição de um re-layout dos estacionamentos e garagens já existentes, aumentando o número de vagas, entre outras.

Como acontece na concepção de um projeto de arquitetura – a busca da melhor eficiência e conforto de um espaço – com a compatibilização de diversas disciplinas, chega o momento de dar a importância merecida ao espaço que destinamos aos veículos, como por exemplo, o uso eficiente da tecnologia, tanto no momento do projeto, quanto na hora de realizar a operação do espaço. É necessário o debate aberto, para ajudar na melhoria de vida de nossas cidades.

Ricardo Sigel, arquiteto e sócio da GaragePlan

Gazeta do Povo

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